31ª - Cadeia de valor [Porter]

A ferramenta

“Você é o elo mais fraco” já entrou para o universo das frases de efeito mais memoráveis mesmo que irritantes e este dentes no Reino Unido. Mas existem elos fracos na sua empresa?

A cadeia de valor é uma ferramenta para a identificação de processos-chave de seu negócio que permite avaliar as capacidades competitivas de cada processo e, com isso, avaliar onde está a fonte de vantagem competitiva.

Ela Foi apresentada por Michael Porter em 1984 e, como aconteceu com o modelo das cinco forças (Ferramenta 22), resistiu bravamente ao teste do tempo.

Como usá-la

Porter divide as atividades de uma empresa em primárias e de apoio. As primárias envolvem a conversão de uma série de insumos para o processo de produção, até a entrega do produto final para o cliente e pós-venda. Ou, no caso de uma empresa de serviços, envolvem a conversão de funcionários e ferramentas de trabalhos por meio dos processos operacionais para prestar serviços e atendimento pós-venda.

As atividades primárias são:

  • Logística de entrada – necessária para receber armazenar e disseminar insumos.
  • Operações – atividades necessárias para transformar insumos em produtos finais.
  • Logística de saída – atividades necessárias para coletar, armazenar e distribuir o produto final.
  • Marketing e vendas – atividades necessárias para gerar conscientização sobre os produtos da empresa e seus benefícios e para estimular os clientes a comprá-los.
  • Serviço – atividades necessárias para manter o funcionamento eficaz do produto ou serviço pós-venda.

As atividades de apoio são as que se aplicam a toda a gama de atividades primárias. São elas:

  • Infraestrutura da empresa – atividades necessárias para atender às necessidades gerais da empresa geralmente centradas na matriz como contabilidade, finanças, jurídico, planejamento, relações públicas e administração.
  • Gerenciamento de recursos humanos – atividades necessárias para recrutar, contratar, treinar, desenvolver, remunerar e se necessário disciplinar ou demitir empregados.
  • Tecnologia – atividades necessárias para pesquisar e desenvolver equipamentos, hardware, software e processos necessários em todas as atividades primárias.
  • Procurement – atividades necessárias para adquirir os insumos essenciais em todas as atividades primárias.

Observe que Porter considera tecnologia e procurement atividades de apoio, e não atividades primárias. Na prática elas podem ser consideradas atividades principais desde que você reconheça que possam ser aplicadas a outras atividades.

Assim, você pode substituir “tecnologia da informação” por tecnologia como atividade de apoio e inserir “P&D” como atividade primária – ou mesmo dividi-la em duas: “P&D de produtos” e “P&D de produção”. A decisão cabe a você. Pense no que trará mais clareza para seu negócio em termos de identificação dos fatores-chave de sucesso.

As atividades de procurement costumavam ser tratadas como atividade primária, uma vez que e o termo era sinônimo de compra de matérias-primas e componentes. Já não é mais assim. A disseminação da terceirização e offshoring, na década de 1990, possibilitou que as atividades de procurement tivessem igual importância para operações, mesmo em logística de saída ou serviços de pós-venda.

Quando usá-la

Quando precisar deixar claro quais atividades de sua empresa são mais importantes para o sucesso do negócio – em outras palavras, quais são KSFs.

Quando ter cautela

Esta é uma ferramenta que funciona melhor quando implantada em todo o negócio unidade estratégica de negócios. Visto que atividades como gerenciamento de recursos humanos ou procurement tendem a ser comuns a todos os segmentos de produto/mercado raramente é apropriado fazer a análise da cadeia de valor para cada segmento chave.

VAUGHAN (2013, p. 119-120).

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