“Perder um dos pais pode ser considerado um infortúnio, perder ambos parece descuido.”
O sucesso dos management buyouts – aquisição da empresa pelos diretores -, desde meados dos anos 1980, sugere que a declaração irónica de Oscar Wilde pode se aplicar ao mundo dos negócios. Perder um dos ,quais muitas vezes está longe de ser um evento infeliz – pode libertar os filhos e estimulá-los a prosperar.
O Ashridge Strategic Management Centre faz trabalhos de vanguarda em pesquisas sob gestão de empresas com negócios diversificados. No livro de 1994, C Corporate-Level Strategic Creating Value in Multi-Business Companies, escrito por três acadêmicos, Michael Goold, Andrew Campbell e Marcus Alexander, foi constatado que a matriz, ou centro corporativo, muitas vezes fracassa na tarefa de criar valor em uma empresa com negócios diversificados.
Ela destruía valor.
Goold et al. Incentiva o estrategista a pensar na matriz, ou centro como o intermediário entre o investidor e a unidade de negócio se entre eles houver sinergias líquidas, que devem compensar as ausências de sinergias, como:
Os autores acreditam que empresas com negócios diversificados podem gerar valor sinérgico com o desenvolvimento de “competências parentais”, explorando as “oportunidades parentais” certas e estabelecendo uma “vantagem parental” por serem donas do negócio.
Essa essência, o centro, ou “matriz”, deve enxergar as unidades de negócios usando a mesma lente do comprador da Ferramenta 60. Para criar valor, deve haver sinergias não apenas entre as unidades de negócios, mas entre o centro e cada unidade de negócio. Isso criará vantagem parental.
Eles vão além, se o fato de a matriz ser dona do negócio gerar vantagem, mas um centro concorrente produzir vantagem maior, a matriz deve pensar em vender o negócio a um preço premium e investir os recursos em um negócio que maximize a vantagem matriz.
As matrizes bem-sucedidas sabem onde buscar valor agregado. Elas têm recursos ou capacidades especiais e conhecem cada um de seus negócios. Especificamente, elas têm:
Dessa forma, Goold et al. unem duas escolas de estratégia corporativa. O conceito de características parentais distintivas da matriz é semelhante aos recursos e capacidades transferíveis de uma empresa (ver Grant Ferramenta 30) – o competência essenciais (core competences) (Hamel e Prahalad, Ferramenta 63) – me reflete a visão baseada em recursos. Já a gestão do portfólio, bonitas de características parentais distintas, reflete a visão de sua otimização (Ferramenta 59).
Faça as seguintes perguntas sobre os negócios do portfólio de sua empresa:
Na matriz de ajuste parental de Goold et al., os autores sugerem cinco categorias:
É um portfólio de negócios típico, que pode se sair melhor sob a direção de uma matriz com mais sinergias. Se houver lastros demais em sua empresa, você se tornará alvo para uma aquisição.
Em um mundo ideal, seu portfólio deve ser composto por negócios com grande potencial, ou na fronteira, prestes a se tornar negócios com grande potencial.
Ela o obriga a refletir de acordo com a lógica estratégica entender o porquê de sua carteira de negócios ser como é e como será possível, meu papel da matriz, adicionar valor para cada negócio com uso de características parentais distintas. Onde estará a próxima oportunidade parental? Onde mais você poderá aplicar esses insights sobre criação de valor?
Não caia na armadilha de redefinir as características parentais para justificar uma oportunidade parental – ou mesmo de afirmar que você pretende fortalecer as primeiras para justificar a segunda. É mais difícil construir características parentais que gerar oportunidades. Seria mais sensato deixar a oportunidade passar ou alienar o negócio que tentar construir uma característica. É mais fácil mudar o portfólio, para que ele se ajuste à característica, que o contrário.
VAUGHAN (2013, p. 236/238).