Os recursos de sua empresa são estratégicos? Valiosos? Eles são inimitáveis e insubstituíveis?
A visão da estratégia baseada em recursos, concebida inicialmente por Edith Penrose, em 1954, mas redescoberta quatro décadas depois, voltou a cena na década de 1990. Jay Barney foi um dos primeiros e principais proponentes.
Essa visão enfatiza a competitividade interna de uma empresa, envie as do posicionamento externo, na determinação da vantagem competitiva sustentável. É mais uma perspectiva de dentro para fora que de fora para dentro, mas orientada para a oferta que para a demanda.
Barney argumenta que, para construir uma vantagem competitiva sustentável, uma empresa deve ter recursos caracterizados por quatro atributos: Devem ser valiosos, raros, inimitáveis e insubstituíveis – ver figura 65.1:
1 . Valiosos – eles precisam ter valor demonstrável e permitir o reforço da posição competitiva e/ou da exploração de oportunidades de mercado (ou mitigação de riscos de mercado).
2 . Raros – não devem ser de propriedade da maioria dos concorrentes, mas de poucas empresas ou somente na sua. Se muitos players forem donos do recurso, a vantagem competitiva não será sustentável.
3 . Inimitáveis – não podem ser facilmente imitados pelos concorrentes, ou a vantagem não será sustentável. Entre as Barreiras à imitação estão:
Barney defende que uma empresa deve possuir recursos dentro desses quatro atributos para construir vantagem competitiva sustentável. A ausência de qualquer tributo torna o recurso insustentável.
Una o modelo VRIN de Barney a abordagem de Grant para desenvolvimento de estratégia baseada em recursos, conforme estabelecido na ferramenta 30 e resumido a seguir:
Em princípio, você deve investir nos recursos VRIN para obter e defender a vantagem competitiva sustentável.
Use a na estratégia corporativa ou estratégia de negócios para ajudar a avaliar quais recursos são verdadeiramente estratégicos e merecem investimento.
Os críticos têm questionado a natureza um tanto repetitiva do componente V, da categorização VRIN. “Os recursos podem criar valor para o acionista se forem valiosos” é uma redundância, mas a situação muda de figura se a frase “se forem valiosos” for substituída por “se reforçarem a posição competitiva”.
Outros críticos afirmam que é difícil conceber e encontrar recursos V,R,I,N. O modelo diz pouco sobre como os recursos e capacidades mudam ao longo do tempo.
A principal crítica se aplica a todos os pontos de vista com base em recursos para o desenvolvimento da estratégia. Eles sugerem que uma empresa com os recursos adequados pode ter sucesso em qualquer setor, independentemente da intensidade competitiva. Mesmo que a demanda do mercado esteja caindo, os concorrentes estejam travando uma guerra de preços, incapazes de sair devido a altas Barreiras, e potenciais concorrentes da Ásia estejam batendo à porta, a empresa com recursos VRIN pode ser rentável? É improvável.
A visão de foco interno baseada em recursos é mais eficaz se aliada à visão de Porter, de setor/mercado com foco externo, antes de tirarmos conclusões estratégicas.
VAUGHAN (2013, p. 245/247).
