“Para muitas pessoas do mundo dos negócios, da educação e do governo, a palavra ‘estratégia’ se tornou um vício de linguagem. Uma palavra que pode significar qualquer coisa perdeu o poder.”
Essa foi uma afirmação de Richard Rumelt no best-seller Estratégia boa, estratégia ruim (Elsevier, 2011).
Ele define a estratégia ruim como aquela que muitas vezes é expressa em uma apresentação interminável de PowerPoint, com visão, missão, metas e objetivos, comunicado com determinação, entusiasmo e convicção aparentes, mas construída sobre a areia. É uma ferramenta de propaganda, tanto para funcionários quanto para investidores. Os objetivos não têm relação com a realidade alcançável.
A estratégia ruim tende a exibir uma destas 4 características:
A boa estratégia está fundamentada no diagnóstico – uma a análise aprofundada do desafio de negócios à frente, A formulação de uma política orientação (“uma abordagem para lidar com os obstáculos apresentados no diagnóstico”), que irá criar e sustentar uma vantagem competitiva, e a tradução da política em ações concretas e coerentes.
Esses três aspectos (ver Figura 77.1) representam a “essência” de uma boa estratégia.
Além disso, uma boa estratégia funciona ao “aproveitar o poder” e aplicá-lo onde terá maior efeito. Rumelt discute nove fontes de poder, que reconhecidamente não encerram a discussão, mas são fundamentais:
Ao seguir este livro, você evitará muitas das armadilhas criadas pela estratégia ruim. Sua estratégia terá sido fundamentada no diagnóstico de Rumelt – microanálise econômica (Seções 3 e 4), análise competitiva (Seções 5 e 6) E arrematada pela análise de risco (Seção 9).
Este é um livro de leitura muito fácil, pincelado com exemplos interessantes e peculiares. O livro começa com um relato sobre o Almirante Nelson, que tramava a destruição da frota espanhola em Trafalgar ao apontar seus navios mais flexíveis (e em número muito menor) diretamente para o inimigo.
Outros exemplos de estratégias boas ou ruins incluem o General Schwarzkopf, Davi e Golias, os insurgentes iraquianos, a Challenger da nasa, Hannibal e Galileo, além dos habituais exemplos sobre a Apple, IBM, BMW, GM etc.
Para ajudá-lo a pensar estrategicamente, leia-o por prazer e aproveite.
O livro traz exemplos de empresas nas quais o professor aconselhou bem os clientes. Leia e descubra a próxima vinheta estratégica surpreendente e reveladora.
VAUGHAN (2013, p. 279/280).
