Ted Levitt afirmou que hoje estamos todos voltados para satisfação de clientes, não somos produtores de bens. Fiquei o sábio do marketing Philip Kotler, exortou:” não é suficiente satisfazer um cliente – você deve encantá-lo.”
Mas foi um profissional de marketing estratégico, George Day, que, em 1994, elaborou uma estrutura para criar as capacidades exigidas por uma organização orientada para o mercado. Como Collis e Montgomery (Ferramenta 64), que também escreveram nessa mesma época, ele combinou o ponto de vista sobre estratégia baseada em recursos com a visão de Porter sobre posicionamento estratégico, especificamente com relação à criação de uma organização orientada para o mercado.
Na verdade, ele percebeu que a escolha de quais core competences (competências essenciais) ou capacidades distintivas de uma empresa deveriam ser cultivada exige “um entendimento comum na estrutura do setor, das necessidades dos segmentos-alvo de clientes, das vantagens posicionais buscadas e das tendências no ambiente”.
Duas capacidades são especialmente importantes para chamar a atenção da empresa para essas realidades externas (ver Figura 72.1):
Ele então usou os manuais de de TQM (Total Quality Management – Gestão da Qualidade Total) para definir um processo sobre como criar uma organização orientada para o mercado, resumido a seguir:
As capacidades isoladas de percepção sobre o mercado e de ligação com o cliente, porém, não são suficientes para criar uma organização orientada para o mercado, que tem as seguintes características:
Os dois últimos temas são explorados em detalhe no livro de day, no qual ele cita exemplos como Walmart, Virgin Airlines, Disney e Gillette para ilustrar como o profundo conhecimento sobre os clientes e os mercados conferiu vantagem competitiva sustentável a essas empresas. Ele também usa os exemplos familiares da perda de liderança da IBM no mercado de computadores, ou o tropeço da Motorola durante a mudança do sistema analógico de telefonia celular para o digital, para mostrar os resultados da falta de alinhamento da empresa com o mercado.
Se você acha que sua organização não é tão voltada para o mercado como deveria, o livro de Day traz um roteiro, um questionário e um kit de ferramentas.
Use-a para se tornar uma organização orientada para o mercado.
Tornar-se uma organização orientada para o mercado não acontece da noite para o dia. Isso pode exigir um processo completo de gerenciamento de mudança.
Grande parte da pesquisa é post factum – o Virgin Group tem sido bem-sucedido por que é uma organização orientada para o mercado. Uma parcela bem menor da pesquisa é ante factum – por exemplo, o caso da XYZ, antes uma organização orientada a produtos, mas, após um programa de mudança que levou três anos, agora é mais voltada para o mercado, e isso tem ficado evidente em seu melhor desempenho.
Day está ciente disso e utiliza estudos de caso, como o do Eurotunnel e Sears para orientar os leitores.
VAUGHAN (2013, p. 265/267).
