— Eu não o conheço muito bem. Mas, sim, acho que o senhor o ofendeu.
— Droga isso é imperdoável — disse Smith. Em seguida mandou a secretária ligar paraBrewster e pedir que ele comparecesse imediatamente a sua sala. Poucos momentos depois, Brewster voltava, parecendo perplexo inquieto. Assim que ele entrou, Smith saiu de trás e sua mesa e encontrou-o no meio da sala. De pé, cara a cara com Brewster, que era 20 anos mais novo e estava quatro níveis abaixo na organização, Smith disse:
— Olhe, eu fiz uma estupidez e quero me desculpar. Eu não tinha o direito de tratá-lo daquele modo. Deveria ter me lembrado de que você era novo no cargo. Desculpe-me.
Brewster ficou meio aturdido, mas murmurou agradecimento pelas desculpas.
Smith continuou:
— Já que você está aqui, rapaz, quero esclarecer algumas coisas na presença de seu chefe. O trabalho de vocês é garantir que pessoas como eu não tomem decisões estúpidas. Obviamente achamos que você está qualificado para o cargo, ou não iríamos trazê-lo para cá. Mas leva tempo aprender qualquer serviço. Daqui a três meses espero que você saiba as respostas para qualquer pergunta sobre seus produtos. Até então — ele disse estendendo a mão para que o jovem apertasse — você tem minha completa confiança. E obrigado por me deixar corrigir um erro idiota.”
Fonte: Storner e Fresman (2012, p.14 e 15).

